quinta-feira, 29 de setembro de 2016

CADÊ DRUMMOND?

CADÊ DRUMMOND?

Drummond, cadê você,
Onde está o seu espírito viajante
Pôr que não aparece aqui de repente,
E não apenas nos meus sonhos?

Chego a pensar que não existe alma
Desalmada, pra brincar com meu medo
Drummond, estou cantando o seu enredo
Forte, simples, singelo, belo passaredo

Levanta, meu venerado professor
Venha me ensinar a amenizar a dor
Que fica a queimar dentro do peito
Mudando coração do lado direito
(O lado direito é o esquerdo?)

As palavras teimam em se desordenar
Os versos, estrofes, quadras, querem voar
As crianças, como você, cantam, brindam de versejar
Por que, me diga, permanece nesse eterno descansar?

Mas eu não reclamo, me tem bastado o seu legado
(Deus versa direito por versos imperfeitos)
Suas rimas, inquietas, vacinas, me fazem cantar
 (Pai nosso, dos poetas, que estás no céu!)

Eu sei,  mestre, você merece “viver” sua paz
Só peço que me ilumine com seu olhar, tenaz
As retas e as curvas por onde devo escrever

Agora, por favor, queira me responder:
Por que ainda não clonaram você?
AdilsonCordeiroDidi/2000

Nenhum comentário:

Postar um comentário