CADÊ
DRUMMOND?
Drummond, cadê você,
Onde está o seu espírito viajante
Pôr que não aparece aqui de
repente,
E não apenas nos meus sonhos?
Chego a pensar que não existe
alma
Desalmada, pra brincar com meu
medo
Drummond, estou cantando o seu
enredo
Forte, simples, singelo, belo
passaredo
Levanta, meu venerado professor
Venha me ensinar a amenizar a dor
Que fica a queimar dentro do
peito
Mudando coração do lado direito
(O lado direito é o esquerdo?)
As palavras teimam em se
desordenar
Os versos, estrofes, quadras,
querem voar
As crianças, como você, cantam,
brindam de versejar
Por que, me diga, permanece nesse
eterno descansar?
Mas eu não reclamo, me tem
bastado o seu legado
(Deus versa direito por versos
imperfeitos)
Suas rimas, inquietas, vacinas, me
fazem cantar
(Pai nosso, dos poetas, que estás no céu!)
Eu sei, mestre, você merece “viver” sua paz
Só peço que me ilumine com seu
olhar, tenaz
As retas e as curvas por onde
devo escrever
Agora, por favor, queira me
responder:
Por que ainda não clonaram você?
AdilsonCordeiroDidi/2000
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